Complicações da Obesidade na Gestação

O excesso de peso pode ser um fator de risco para diversas doenças e complicações, e na gestação isso não é diferente.
A gestante obesa tem uma grande chance de desenvolver diversas doenças gestacionais, por isso, a obesidade na gestação é uma medida essencial para promover o bem-estar da mãe e da criança nessa fase tão especial da vida.
O que é obesidade?
A obesidade é definida como um estado excedente de peso, geralmente de excesso de tecido adiposo, da estrutura do organismo de um indivíduo. O método mais utilizado para determinação da obesidade é o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que divide o peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metro).
Quando o resultado é maior do que 30 kg/m2, a pessoa pode ser considerada obesa. Valores abaixo de 18 kg/m2 indicam que o indivíduo apresenta baixo peso; entre 18 e 25 kg/m2, peso adequado e entre 25 e 30 kg/m2, sobrepeso.
Obesidade na gravidez
Na gravidez, a obesidade também é calculada a partir do IMC, tendo em mente o ganho de peso considerado normal para o período e uma tabela que acompanha o peso da gestante ao longo dos meses.
Os problemas que podem ser desenvolvidos durante o período são:
- Diabetes Gestacional: Esse é um dos principais problemas relacionado à obesidade. Essa doença se caracteriza pela queda do processamento da glicose, resultando em níveis elevados de açúcar no sangue.
- Aumento da pressão arterial: Com o aumento da pressão arterial, há também uma maior possibilidade de desenvolvimento de pré-eclampsia ou, em casos mais graves, síndrome HELLP.
- Trombose venosa: O excesso de peso associado às alterações hormonais da gravidez aumenta a chance de formação de coágulos, que podem levar ao bloqueio das veias, ou seja, trombose.
- Maior de chances de parto assistido ou cesariana: É comum que as mulheres com peso excessivo necessitem de algum tipo de assistência na hora do parto, sendo frequente o recurso a fórceps ou ventosa, e em casos mais complicados, à cesariana.
Riscos para o bebê
- Macrossomia: Quando a mãe é obesa, o risco do bebê nascer obeso aumenta consideravelmente e isso, futuramente, também pode desencadear uma obesidade infantil.
- Diabetes e problemas cardíacos: Crianças filhas de mães obesas tem um maior risco de desenvolver essas doenças tanto na infância quanto na vida adulta.
- Malformações congênitas: Há um aumento no risco de malformações do tubo neural em bebês.
Para uma gravidez saudável
O primeiro passo é planejar a gravidez para um momento em que a mulher apresentar um peso adequado e hábitos de vida mais saudáveis. Sendo assim, se está obesa e deseja engravidar, o ideal é que se prepare fisicamente para a gestação, emagrecendo e atingindo um IMC mais baixo antes da concepção.
Por isso, a manutenção do peso e o combate à obesidade na gravidez são essenciais para promover o bem-estar da mãe e da criança. O acompanhamento com um médico e um nutricionista são fundamentais para a saúde de ambos.
Texto por Ana Caroline Setti – Nutricionista Materno Infantil
CRN 8-12764
@carolsettinutri